Leão 14 completa 70 anos e prepara anúncios de 1º documento de alto nível

Comente
0 0 107

Papa Leão XIV durante encontro com os peregrinos do jubileu da região italiana da Úmbria, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, neste sábado, 13 de setembro de 2025

|  Foto:
GREGORIO BORGIA/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Ao decidir passar uns dias de férias, entre julho e agosto, em Castel Gandolfo, a residência de verão do Vaticano, o papa Leão 14 emitiu dois sinais. O primeiro foi retomar mais uma tradição que tinha sido deixada de lado pelo papa Francisco, indicando que seu pontificado seguirá uma linha menos disruptiva do que a do antecessor. O segundo foi que o período seria usado para reflexões, em preparação para os primeiros anúncios importantes desde que assumiu, há pouco mais de quatro meses.Para as próximas semanas são esperadas a publicação de uma exortação apostólica, o primeiro documento de alto nível deste papado, confirmações e nomeações para cargos na Cúria Romana, o braço administrativo do Vaticano, e a divulgação de qual será o primeiro destino internacional de Leão 14.Já neste domingo (14), quando Robert Prevost completa 70 anos, devem sair alguns resultados do seu período de férias, com a divulgação de trechos da primeira entrevista concedida por ele, em Castel Gandolfo. O material faz parte da biografia escrita pela jornalista Elise Ann Allen, prevista para ser publicada nesta semana no Peru.Também em setembro deve sair a primeira exortação apostólica de Leão 14. Escrito pelo papa como forma de orientar os católicos, o texto deve ser dedicado aos pobres e poderá indicar prioridades do papado. Segundo a Reuters, o título será “Dilexit te” (ele te amou, em latim), referência direta à última encíclica (mais importante que uma exortação) de Francisco, “Dilexit nos” (ele nos amou).”Vamos começar a entender este pontificado com a primeira exortação apostólica. Até agora foi muito concentrado na paz, mas uma outra parte será desvelada, que é a justiça social”, diz Giacomo Galeazzi, vaticanista do jornal La Stampa. A desigualdade entre norte e sul global e a desocupação entre jovens podem estar entre os temas.Além da insistente reprovação sobre o que acontece na Ucrânia e na Faixa de Gaza, a infância e a juventude têm tido atenção especial do papa. Ele menciona esses grupos frequentemente e teve participação destacada no Jubileu dos Jovens, que reuniu milhares de pessoas em agosto. Em junho, encontrou jovens dependentes químicos em recuperação.Nos próximos meses, Leão 14 tem algumas nomeações à sua espera em Roma. Uma delas é o nome do próximo prefeito do Dicastério para os Bispos, posto que está vago desde a sua eleição, em maio. A confirmação do cardeal Pietro Parolin como secretário de Estado, posto mais importante na Cúria, é dada como certa, mas restam dúvidas sobre os dicastérios econômicos.Outro anúncio aguardado é qual será a primeira viagem internacional. O próprio papa indicou que gostaria de ir para a Turquia ainda neste ano, para celebrar os 1700 anos do primeiro Concílio Ecumênico de Niceia, possivelmente em novembro. A viagem é considerada uma ocasião para reforçar o diálogo do Vaticano com o catolicismo ortodoxo, em um momento em que Rússia e Ucrânia, dois países cristãos ortodoxos, estão em guerra.Para o próximo ano, vaticanistas apostam em uma visita à América do Sul, com passagem pelo Peru, onde Leão 14 viveu por duas décadas.As expectativas em torno de novidades no curto prazo aumentam diante do perfil de Prevost. Mais reservado e moderado que Francisco em seu modo de comunicar, tem sido considerado enigmático. “Ele está buscando discernir sobre as questões que tem pela frente. Não tomou decisões importantes e se mostra muito prudente”, diz Galeazzi. “Tem sido mais um diretor de orquestra do que um solista. Francisco era mais um solista, genial, mas solista.”Um exemplo é o esforço de mostrar equilíbrio entre gestos a conservadores e progressistas. Recentemente, no intervalo de dez dias, o papa recebeu o cardeal americano Raymond Burke, figura-chave do conservadorismo católico nos EUA, e o padre James Martin, também americano, próximo da comunidade LGBTQIA+. “Ele está conquistando a confiança de todos, seja de progressistas, seja de conservadores. Depois, quando tomará decisões fundamentais, certamente vai descontentar um lado”, diz o vaticanista.

Fonte: noticias.ddd27.com.br

Discussão

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a participar!

Deixe seu comentário

Envie matérias, comentários, em audio, vídeo e imagens da sua cidade. Fotos da sua empresa com seus produtos e serviços.

Gravar Áudio

00:00

Gravar Vídeo

Deixe um comentário

Online: 20Visitas Totais: 548298Views no Post: 97